O estigma social das Doenças Mentais na Sociedade Brasileira[Tema ENEM}



Primeiramente é importante entender a origem do termo estigma, que provém do latim “stigma”. Este veio de uma prática na Roma antiga, onde uma marca , tradicionalmente, era impressa na pele de uma pessoa usando um objeto de ferro ardente, em razão de escravidão, criminalidade ou até mesmo para vinculação a uma agrupação.

A partir desse conceito, me recordo de um livro que foi emprestado por um amigo chamado ‘A história da loucura”(Michel Foucault) .No início dele comenta-se sobre o costume de colocar os doentes mentais em navios para longe da população. Na Europa do século XVI , esse ficou conhecido como “Nau dos Loucos”.

No Brasil, não foi diferente. No início e com a precariedade dos conhecimentos acreditava-se que ao afastar os pacientes da cidade para “ares dos campos” , havia melhora. Felizmente, com a Reforma psiquiátrica e o avanço da Psiquiatria, hoje se sabe que na maioria dos casos o indivíduo deve ser inserido na sociedade.

A Reforma Psiquiátrica , foi de grande importancia ao atuar em defesas dos portadores de transtornos mentais , além de ampliar sua rede de cuidado, com leitos psiquiátricos em hospitais gerais, hospital-dia, ambulatórios e os CAPS.

Na atualidade, temos uma evolução enorme nas abordagens terapêuticas, farmacologia e manejo geral do paciente. Porém, em muitos casos a consciência da sociedade não caminha na mesma passada, onde a doença mental ainda é vista de maneira preconceituosa ou agrupada principalmente no ambiente de trabalho.

A depressão e ansiedade , principalmente, aumentaram de forma exponencial nos últimos dias e cada vez mais as empresas devem investir em abordagens a pessoa que está passando por um adoecimento mental e orientação adequada da equipe.

A melhor forma de combater preconceito é a informação!



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